Monday, May 14, 2007

CAMPANHA PELA PAZ


"PODER BANDIDO OU BANDIDO NO PODER?"

A pergunta do título é bem apropriada pelo momento atual vivido pela nação brasileira. Com certeza, há que se diferenciar as pessoas que atuam no serviço público, seja municipal, estadual ou federal. Mas, também há que se apontar as distorções existentes atualmente, onde, em algumas situações, o Poder Público deixa a desejar, é negligente, é coator, é abusivo, é irresponsável, é omisso, é até mesmo assassino.
Quando a sociedade passa a enxergar desta forma (e existem exemplos disso na mídia nacional), o Poder Público passa a ser, para o público em geral, “o bandido da história” e não o “mocinho”, o agente do benefício, do equilíbrio, do bom senso, da responsabilidade, da presença firme e atuação forte.
Quando o Poder Público deixa a desejar em diversas áreas, principalmente Saúde e Segurança, o povo é quem sofre os efeitos devastadores dessa omissão criminosa. Criminosa sim, porque, nestas áreas, muitas vidas são ceifadas diariamente no Brasil, muitas vezes às custas da corrupção.
E, a corrupção é contagiosa. Tão contagiosa que, muitas vezes o sujeito se locupleta, rouba do povo muito mais do que pode gastar em toda a sua miserável vida, mas mesmo assim, continua a roubar, a assaltar os cofres do povo que lhe passou um “cheque em branco” quando o elegeu.
É, portanto, pelo exemplos que colocamos, o Poder Público o “bandido” dessa história? Claro que não!
O Poder Público não é uma pessoa. Ele (o Poder Público) é representado em todas as suas ações (e omissões) por um AGENTE. Este agente pode exercer qualquer cargo, eletivo ou não, concursado ou não, mas é ele (o agente) quem pratica os abusos, os absurdos.
Portanto, é o agente público CORRUPTO o causador de todos os males à sociedade. Pois, quando se desviam recursos destinados à segurança, à saúde, à assistência social, etc., muitas vezes se assina a sentença de morte de milhares de pessoas (como bem ilustrou recentemente o nobre Promotor de Justiça de Joinville, Dr. Afonso Ghizzo Neto).
Claro, existem exceções e são a grande maioria. Grande coisa: A minoria é que manda, é que rouba, é que assalta, é que mente, é que desvia, é que ameaça, é que assassina, é que destrói famílias... A minoria de “bandidos no poder” é que sujeitam a sociedade a inúmeros sofrimentos, não poupando cristãos ou ateus, evangélicos, espíritas, maçons, etc. Todos, de todas as crenças sofrem com essa minoria. Seja qual for a raça, cor, credo ou convicção política, todos são vítimas.
E a imprensa? Com ela também não é diferente. Sempre que se atinge algum interesse escuso, muitas vezes sem saber, a imprensa vira alvo. Os veículos de reportagem e os repórteres são tratados como objetos de jogos de tiro-ao-alvo em parques de diversões da “bandidagem do poder”.
No Brasil, infelizmente, os exemplos nos últimos anos nos mostram que, neste país, quem ameaça, coage, oprime, mata ou mutila jornalistas, são pessoas ligadas à política (geralmente no poder) e não os criminosos conhecidos nos corredores das celas, nem mesmo os maiores traficantes são responsáveis por tantos atentados à imprensa como a política suja e bandida, exercida por alguns sujos e bandidos... Mas no poder.
Conclusão: No Brasil, ao contrário do que muitos do povo imaginam, não é o Poder Público que é o “bandido da história”, mas sim, os “bandidos no poder”.

Friday, May 11, 2007

DICAS CULINÁRIAS PARA O DIA DAS MÃES

Você não sabe o que fazer para o almoço de sua mãe? Está sem criatividade e sem grana para levá-la a um restaurante? Então seus problemas acabaram!
Basta seguir as receitas abaixo e, FELIZ DIA DAS MÃES!

FILÉ GRELHADO COM FOIE GRAS E SAUTÉ DE ALCACHOFRAS



Ingredientes:

1kg de filé mignon
6 colheres (sopa) de manteiga
4 escalopes de foie gras (200g)
12 fundos de alcachofras cortados em 4
3 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas grosseiramente
200ml de caldo de carne com consistência de gelatina
3 xícaras de vinho tinto (reduzidos em fogo baixo até obter 3 colheres de sopa)
sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de Preparo:

Tempere o filé com sal e a pimenta-do-reino. Em uma frigideira, aqueça 2 colheres (sopa) de manteiga e grelhe o filé. Retire o filé e grelhe o foie gras temperado. Retire do fogo, disponha sobre o filé e reserve. Em outra frigideira, refogue as alcachofras com as azeitonas em 2 colheres (sopa) de manteiga. Acerte o sal e a pimenta-do-reino, retire do fogo e reserve. Coloque o caldo de carne e o vinho tinto reduzido para ferver, acerte o sal e a pimenta-do-reino e para finalizar, adicione a manteiga restante. Disponha o sauté de alcachofra em um dos lados do prato e o filé com foie gras do outro, regue com o molho e sirva. Decore a gosto.

Dicas:
Para preparar o caldo de carne com consistência de gelatina, faça um caldo de carne escuro (com ossos assados no forno, legumes e temperos) e deixe reduzir até obter essa consistência.


FILÉ MIGNON COM CEBOLA E ERVILHA-TORTA



Ingredientes:

1/2 kg de filé mignon
1 pimenta dedo-de-moça média
200 g de ervilha torta
2 cebolas médias
2 colheres (sopa) de óleo de milho
4 colheres (sopa) de vinho xerez
sal a gosto


Modo de Preparo:
Lave o filé mignon, seque com toalha de papel, pique-o em cubos de 2,5 cm e reserve. Lave a pimenta, retire o pedúnculo, abra-a ao meio, elimine as sementes e pique em cubos pequenos. Lave as ervilhas, retire as pontas e os fios das bordas. Descasque as cebolas, lave-as e pique em rodelas grossas. Reserve. Numa frigideira, aqueça o óleo, disponha a carne e frite, sacudindo a frigideira de vez em quando, por 7 minutos, ou até dourar de maneira uniforme. Adicione as ervilhas e as cebolas, salteando de vez em quando, por 7 minutos, ou até os legumes ficarem al dente. Adicione o vinho, a pimenta-dedo-de-moça e o sal e cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 2 minutos. Acerte o sal, retire do fogo e sirva em seguida.

Dicas:
Saltear é um processo rápido que consiste em frigir os alimentos em óleo, azeite de oliva ou manteiga, sacudindo a frigideira de vez em quando durante o cozimento.


LASANHA DE ALHO-PORÓ E PEITO DE PERU


Ingredientes:

1 cebola (pequena) picadinha
1 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de manteiga
3 litros de leite
1 lata de creme de leite
5 xícara (chá) de alho-poró em rodelas
sal e noz-moscada ralada a gosto
2 colheres (sopa) de cebola picadinha
3 colheres (sopa) de manteiga
400 g de peito de peru em fatias grossas e em tirinhas
500 g de mussarela ralada
1 embalagem de lasanha ADRIA direto ao forno (500g)
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
Modo de Preparo:
Doure a cebola e a farinha na manteiga. Junte, aos poucos, o leite mexendo sempre até obter um creme. Acrescente o creme de leite e misture bem. Tempere com o sal e a noz moscada. Reserve. Numa frigideira grande, doure a cebola na manteiga. Junte o alho-poró e refogue por alguns minutos. Tempere com o sal. Reserve. Montagem: Numa forma retangular grande e alta (30 x 43cm) espalhe o molho no fundo. Cubra com as folhas de lasanha Adria e com o molho. Espalhe o alho porro reservado, o peito de peru e a mussarela. Cubra com o molho. Faça camadas de lasanha, molho, alho porró, peito de peru e mussarela, molho, terminando com lasanha, molho e mussarela. Polvilhe com o queijo parmesão. Cubra com papel alumínio e leve ao forno (médio) por cerca de 45 minutos. Retire o papel e deixe por mais 5 minutos para dourar. Retire do forno e deixe descansar por 5 minutos. Sirva.

Cortesia Cozinha Experimental da Adria
Telefone: 0800 7021120



LASANHA COM MOLHO AGRIDOCE



Ingredientes:


1 kg carne suína (pernil, lombo) em tirinhas
3 colheres (sopa) de óleo óleo
sal a gosto
2 dentes de alho picadinhos
2 colheres (sopa) de cebola picadinha
2 colheres (sopa) de óleo
2 kg de tomate maduro (sem pele e sementes) picados
3 embalagens de molho de tomate (1560g)
8 colheres (sopa) de açúcar mascavo
5 colheres (sopa) de molho inglês
4 colheres (sopa) de mostarda
4 colheres (sopa) de mel
1 embalagem de lasanha ADRIA direto ao forno (500g)
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de Preparo:
Refogue a carne no óleo até dourar. Acrescente o sal. Reserve. Doure o alho e a cebola no óleo. Junte os tomates e deixe até desmancharem. Acrescente 2 xícaras (chá) de água e deixe por alguns minutos. Junte o molho de tomate e deixe até ferver bem. Junte o sal e reserve. Leve ao fogo baixo o açúcar mascavo até derreter. Acrescente um pouco do molho de tomate reservado, o molho inglês, o catchup, a mostarda, o mel, a carne e deixe por 3 minutos. Junte o molho de tomate restante e deixe até ferver. Reserve. Montagem: Numa forma retangular grande e alta nº4 (30 x 43cm) espalhe o molho no fundo. Cubra com as folhas de Lasanha Adria e com o molho. Faça camadas de lasanha, molho, carne, terminando com lasanha, molho e queijo parmesão. Cubra com papel alumínio e leve ao forno (médio) pré-aquecido por cerca de 45 minutos. Retire o papel e deixe por mais 5 minutos para dourar. Retire do forno e aguarde 5 minutos para servir.

Cortesia Cozinha Experimental da Adria
Telefone: 0800 7021120



Thursday, May 10, 2007

FRASE PARA REFLETIR

“Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira... O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar com os pássaros, a nadar com os peixes, mas não aprendemos a sensível arte como irmãos.”- Martin Luther king -

ITAPEMA/SC: ONG QUE COMBATE CORRUPÇÃO ENTRA NA JUSTIÇA PARA OBRIGAR PREFEITO A CUMPRIR A LEI

A ONG Olho Vivo - Organização do Voluntariado Para o Combate à Corrupção no Brasil, entidade catarinense que tem atuado em várias cidades do Estado, protocolou uma Ação Civil Pública no Fórum de Itapema, no mês de fevereiro.
A Ação Civil tem como intuito (pasmem) obrigar o prefeito Sabino Busanello (PT), a cumprir a lei!
Após a publicação da Folha Evangélica na edição de nº 90, sob o título “Farra de farmácias em Itapema”, onde acusava o Poder Público Municipal de conivência e omissão, a ONG decidiu agir.
Segundo um membro da entidade, “os agentes públicos podem ser enquadrados por ação ou por omissão e, o mínimo que se espera de qualquer pessoa que ocupe um cargo Executivo é que cumpra as leis e exija da sociedade o cumprimento das mesmas. Se o agente público não as cumpre, não tem condições morais para exigir nada de ninguém, muito menos que paguem impostos e alvarás, que é uma obrigação legal”, afirmou.
“Isto é muito temerário, pois os ocupantes de cargos públicos, notadamente cargos de caráter executivos, não podem cair no descrédito e muito menos que sejam exemplo negativos para a sociedade, pois perderá o respeito. Quando isto acontece, pode-se afirmar que quebra a Ordem Social, e isto não é bom para ninguém”, afirmou a ONG à Folha Evangélica.
ENTENDENDO O CASO
Para se entender o caso, a farmácia Farmais, instalou-se em Itapema no mês de outubro passado, e começou a trabalhar com atendimento 24 horas. Ocorre que, em Itapema existe uma lei que disciplina o horário de funcionamento das farmácias, onde elas atuam em sistema de rodízio para plantão 24 horas.
Isto porque, a população sempre reclamava de que, após determinado horário, não se encontrava farmácia aberta na cidade. Então, em consenso com a maioria dos empresários do setor, a Prefeitura na ocasião (em 2004), optou por enviar um projeto-de-lei, que foi aprovado pela Câmara de Vereadores (Lei nº 2204/04, alterada pela Lei nº 2246/04), onde disciplinava o funcionamento das farmácias na cidade e determinava (para não onerar somente uma farmácia) a obrigatoriedade dos plantões em sistema de rodízio, com uma farmácia aberta no Centro e outra no bairro Meia Praia.
E, para se evitar um prejuízo às farmácias que participassem no atendimento à população neste sistema, bem como, para se evitar que “espertinhos” se aproveitassem somente do período de temporada, onde o movimento cresce muito e, posteriormente, fecharssem as portas e fossem embora da cidade, a Lei Municipal contém um artigo que dispõe que, para participar do rodízio de plantão 24 horas, as farmácias deverão obrigatoriamente estar em funcionamento há pelo menos dois anos no município.
Com isto, a população pôde ser atendida e os proprietários de farmácias não se viam obrigados a aumentar os gastos em demasia, pois trabalhariam no plantão em dias alternados e previamente informados.
Segundo a ONG Olho Vivo, “agora, praticamente às vésperas do início da temporada de verão em Itapema, a Farmais se instalou no município e iniciou o trabalho pelo período de 24 horas, em desconformidade com a legislação vigente no município e, pior, com o Poder Público Municipal a assistir passivamente. Fomos informados de que teriam aplicado multa na empresa após muita reclamações e a atuação da imprensa, mas, a legislação é muito clara neste sentido e, em nosso entendimento, não foi cumprida com denodo. Acreditamos que a atuação municipal foi um tanto ‘suave’ no tratamento à infratora”.
Ainda segundo a ONG, “tanto é que, somente após nós entrarmos com a Ação Civil Pública no mês de fevereiro, é que a farmácia entrou na justiça com um Mandado de Segurança para poder continuar trabalhando por 24 horas. Então, desde de outubro de 2006 até agora, a Prefeitura não agiu conforme preconiza a Lei Municipal, e isto em nosso entendimento, é uma afronta à legislação, com ares de conivência e omissão, além de favorecimento por parte dos agentes públicos (prefeito e Secretária de Saúde)”.
Na ação, a ONG afirma que, “estes fatos constituem ato lesivo à coletividade, pois, as demais farmácias estão sendo prejudicadas em favorecimento de uma”. Também menciona possível dano às demais farmácias: “O interesse coletivo, além do devido cumprimento e o respeito à Lei Municipal, tem-se os demais proprietários de farmácias que, pacientemente, esperaram os dois anos de funcionamento para adentrarem ao sistema de rodízio vinte e quatro horas”.
“Não pode agora, uma grande rede de farmácias se instalar no Município e simplesmente ignorar tal legislação. O fato deveria ser coibido pelo Poder Municipal que, desde outubro/2006, ignora a fiscalização da referida empresa. Portanto Exa., primando pela moralidade pública e respeito ao cumprimento da Lei Municipal, a presente associação clama a V.Exa., emanada da plenitude do Poder Jurisdicional, a intervenção na situação”, menciona trecho da Ação Civil Pública.
A Ação Civil Pública movida pela ONG Olho Vivo pede, em caráter de liminar o seguinte: “DIANTE DO EXPOSTO, requer, respeitosamente, a V. Exa., Digne-se conhecer do pedido e, LIMINARMENTE, determinar ao primeiro requerido (*prefeito) que: Cumpra a Lei Municipal 2.204/04, com suas alterações, com referência a Segunda Requerida (*farmácia) e demais farmácias que estiverem na mesma situação, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, por hora de funcionamento irregular da Segunda Requerida e; Determine a Segunda requerida que: Chegado as 22:00 horas cumpra a determinação legislativa de encerrar suas atividades diárias, sob pena de multa de R$ 1.000,00 (...) Por hora de funcionamento irregular”.
Ou seja, a ação da ONG solicita, em outras palavras, que a Justiça obrigue o prefeito a cumprir a Lei Municipal!


ITAPEMA: PREFEITO SOB SUSPEITA


“Oposição de Itapema cansa das trapalhadas e irregularidades do governo Sabino Busanello e resolve investigar.”
Depois de seis meses de governo a oposição ao governo Sabino diz que cansou de tanta trapalhadas e irregularidades. Na pauta da oposição se encontram uma série de fatos de começam do desrespeito as formalidade legais e vão até graves desfalques aos cofres públicos:

1. Uso de dinheiro público para promoção pessoal do Sr. Prefeito Municipal;
2. Utilização da maquina pública da Secretaria Municipal de Comunicação para finalidade vedada em lei;
3. Perseguição a servidores públicos efetivos como revanchismo político;
4. Utilização de dinheiro público para privilegiar associação da qual o Sr. Prefeito Municipal sempre fez parte;
5. Renuncia ilegal de receita pública;
6. Pagamento irregular para elaboração de projeto ambiental;
7. Utilização de maquinário público para privilégio de empresa privada;
8. Alteração de símbolo municipal sem autorização legislativa;
9. Falta de publicação de normas legais municipais;
10. Locação irregular de veículos;
11. Abertura de processo de licitação sem prévia existência de dotação orçamentária;
12. Pagamento antecipado e privilegiado de credores;
13. Transformação irregular de ambulância cedida pelo Estado em veículo de carga;
14. Pagamento ilegal de R$ 300.000,00 em acordo;




COMENTÁRIO

O BRASIL DESCENTRALIZADO
O modelo de descentralização do poder implantado em Santa Catarina, pelo Governador Luiz Henrique da Silveira, tende a ser futuramente, o modelo ideal de se governar o Brasil.
Isto porque, o governo só funciona adequadamente, quando está próximo do povo. Se estiver longe, como acontece até agora, os governantes não terão noção do que acontece em tantos lugares diferentes em um Pais tão grande como o nosso, sem poder acompanhar de perto os problemas da cada Estado. Fatalmente cometerá mais erros do que acertos.
A eleição presidencial hoje, é um “contrato de risco”. E, diga-se de passagem, um risco concentrado num homem só. Geralmente trata-se de um político com uma visão adquirida em função da região onde ele se desenvolveu. Traz assim para a presidência uma visão parcial e no interesse da região de onde procede. Pode até “falar a mesma língua”, mas sua cabeça está cheia de ensinamentos nascidos de uma experiência regional, não conseguindo satisfazer os anseios de toda uma Nação.

O BRASIL DESCENTRALIZADO II
Até o presente momento, os eleitores brasileiros tem trocado “seis por meia-dúzia” nas eleições presidenciais: Muda-se o titular e a equipe por outra, sedenta de poder, com mais nomeações e cargos para os “cupinchas”, com salários de marajás. E, muda alguma coisa?
Não muda nada. Continua tudo concentrado em Brasília, nas mãos de um único homem, que é o Presidente da República, e que não conhece os diversificados problemas do país. Neste sentido, nenhum presidente, por mais que viaje esta grande Nação, poderá ter conhecimento adequado sobre todas as peculiaridades regionais e as necessidades do povo.
Logo, a solução que se vislumbra é exatamente a DESCENTRALIZAÇÃO do poder, como já ocorre em Santa Catarina. Imaginem cada Estado brasileiro com um “braço” do Governo Federal (como as Regionais catarinenses), atendendo em todas as esferas ministeriais... Certamente as equipes locais do Governo Federal teriam conhecimento mais apurado das peculiaridades regionais e, conseqüentemente, das necessidades do povo.
E, com o Orçamento da União descentralizado, cada “Regional Federal” terá autonomia para aprovar investimentos locais, que acontecerão mais rápido, bem como, a execução das obras e ações serão mais eficazes, evitando-se desperdícios e corrupção, com o superfaturamento das obras como quase sempre acontece com o atual sistema. Sem contar as obras que ficam paradas por anos, sem ter sua conclusão, mesmo já tendo sido pagas.
Finalmente, para implementar essa grande mudança de visão nacional, precisamos que o mentor intelectual dessa modalidade de governo e que ousou colocá-la em prática em seu estado, seja o grande maestro dessas mudanças à nível nacional. Não adianta, neste caso, ensinar outros, pois a responsabilidade é muito grande.
Neste contexto, não interessa o partido político a que ele está ligado (pois é necessária uma sigla para se eleger), mas todos nós devemos nos unir para levar à presidência aquele que pode iniciar a grande transformação nacional através da descentralização do poder nacional.
Arrisco até mesmo a afirmar que, com a Descentralização Nacional, todos os movimentos separatistas irão se extinguir, pois o governo estará próximo de todos e não distante como é hoje.
Finalmente, crio uma frase na qual acredito sinceramente: “Descentralizar para unir”. Pois, somente com a descentralização do poder hoje concentrado em Brasília haverá a realmente a “União Nacional” tão apregoada por políticos, mas sem nenhum efeito até hoje, e com um Congresso Nacional com ínfimos (e perigosos) 1% de aprovação nacional.
Descentralizemos e vejamos os efeitos benéficos até mesmo para o Congresso, com a representatividade sendo exercida de forma mais responsável e mais cobrada pelos eleitores. Pode até mesmo ser a salvação de boa parte da atual classe política dirigente no Pais.

ITAPEMA VERMELHA
Coisas da política partidário-nepotista: Em Itapema, após a ascensão ao cargo do atual prefeito petista, Sabino Bussanelo, após quase um ano de mandato, resolve colocar um Secretário de Turismo (e olha que a cidade vive do turismo). Para o cargo, imaginem quem foi indicado: O ex-deputado estadual Assis (que o prefeito trabalhou para reeleição e não conseguiu atingir o objetivo).
Como ele não é morador de Itapema (pelo menos não era) e não conhece as peculiaridades do município, vai levar um baita tempo até que o mesmo saiba o que vai fazer em termos de turismo para a cidade, terceiro pólo turístico do Estado.
Mas não para por aí o início da vermelhidão a que a atual administração quer impor para Itapema: Além de indicar mais um correligionário (de fora, esquecendo-se dos itapemenses que tem capacidade para dirigir tal secretaria estratégica), Sabino também mandou pintar de vermelho um posto de saúde recentemente inaugurado, no bairro Morretes (as cores da bandeira de Itapema, azul, amarelo e branco foram para o “beleléu”). Talvez para “dar na cara”, pois o posto de saúde havia sido iniciado pela administração anterior. Sabe como é, “vamos deixar a marca”. Mas, não satisfeito com seus “feitos” em prol do bom e velho partido, o prefeito empossado pela justiça, sob liminar e que não foi eleito pelas urnas, quer dar o nome da maior escola do município de um famoso petista, Paulo Freire. Será para “dar na cara” novamente, pois a escola também foi iniciada pela administração anterior e estava em fase avançada de construção. Sabe como é, “vamos deixar a marca”.
Mesmo com nomes de itapemenses que contribuíram muito para o crescimento do município em voga para dar o nome da escola, o prefeito ignorou e agora a Câmara de Vereadores quer que a escola, no bairro Morretes, tenha o nome de um itapemense. Afinal, “povo sem cultura é aquele que esquece de suas raízes”. Talvez o Sabino acredite que “santo de casa não faz milagre”.



CARTA DE UMA PATRICINHA AOS JOVENS E AOS PAIS

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forcas, mas pedi para a enfermeira Dani, minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais.
Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe media - alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agencia Kasting e fui ate o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agencia Elite em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus.
Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinemas, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer as pessoas saradas, física e mentalmente.
Porem, como a vida nos prega algumas pecas, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego.
Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. A noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco.
Aquela movimentação de gente era "tri maneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal, curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam.
Lá pelas 4h da manha, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio.
Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.
Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manha fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia. Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUES". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer
parte do meu cotidiano.
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No inicio a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível.
Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "ecstasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra. O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no inicio eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida.
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clinicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.
Quando eu saia da Clinica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, ate Deus, tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peco aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.
OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS. Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.