Monday, May 14, 2007

"PODER BANDIDO OU BANDIDO NO PODER?"

A pergunta do título é bem apropriada pelo momento atual vivido pela nação brasileira. Com certeza, há que se diferenciar as pessoas que atuam no serviço público, seja municipal, estadual ou federal. Mas, também há que se apontar as distorções existentes atualmente, onde, em algumas situações, o Poder Público deixa a desejar, é negligente, é coator, é abusivo, é irresponsável, é omisso, é até mesmo assassino.
Quando a sociedade passa a enxergar desta forma (e existem exemplos disso na mídia nacional), o Poder Público passa a ser, para o público em geral, “o bandido da história” e não o “mocinho”, o agente do benefício, do equilíbrio, do bom senso, da responsabilidade, da presença firme e atuação forte.
Quando o Poder Público deixa a desejar em diversas áreas, principalmente Saúde e Segurança, o povo é quem sofre os efeitos devastadores dessa omissão criminosa. Criminosa sim, porque, nestas áreas, muitas vidas são ceifadas diariamente no Brasil, muitas vezes às custas da corrupção.
E, a corrupção é contagiosa. Tão contagiosa que, muitas vezes o sujeito se locupleta, rouba do povo muito mais do que pode gastar em toda a sua miserável vida, mas mesmo assim, continua a roubar, a assaltar os cofres do povo que lhe passou um “cheque em branco” quando o elegeu.
É, portanto, pelo exemplos que colocamos, o Poder Público o “bandido” dessa história? Claro que não!
O Poder Público não é uma pessoa. Ele (o Poder Público) é representado em todas as suas ações (e omissões) por um AGENTE. Este agente pode exercer qualquer cargo, eletivo ou não, concursado ou não, mas é ele (o agente) quem pratica os abusos, os absurdos.
Portanto, é o agente público CORRUPTO o causador de todos os males à sociedade. Pois, quando se desviam recursos destinados à segurança, à saúde, à assistência social, etc., muitas vezes se assina a sentença de morte de milhares de pessoas (como bem ilustrou recentemente o nobre Promotor de Justiça de Joinville, Dr. Afonso Ghizzo Neto).
Claro, existem exceções e são a grande maioria. Grande coisa: A minoria é que manda, é que rouba, é que assalta, é que mente, é que desvia, é que ameaça, é que assassina, é que destrói famílias... A minoria de “bandidos no poder” é que sujeitam a sociedade a inúmeros sofrimentos, não poupando cristãos ou ateus, evangélicos, espíritas, maçons, etc. Todos, de todas as crenças sofrem com essa minoria. Seja qual for a raça, cor, credo ou convicção política, todos são vítimas.
E a imprensa? Com ela também não é diferente. Sempre que se atinge algum interesse escuso, muitas vezes sem saber, a imprensa vira alvo. Os veículos de reportagem e os repórteres são tratados como objetos de jogos de tiro-ao-alvo em parques de diversões da “bandidagem do poder”.
No Brasil, infelizmente, os exemplos nos últimos anos nos mostram que, neste país, quem ameaça, coage, oprime, mata ou mutila jornalistas, são pessoas ligadas à política (geralmente no poder) e não os criminosos conhecidos nos corredores das celas, nem mesmo os maiores traficantes são responsáveis por tantos atentados à imprensa como a política suja e bandida, exercida por alguns sujos e bandidos... Mas no poder.
Conclusão: No Brasil, ao contrário do que muitos do povo imaginam, não é o Poder Público que é o “bandido da história”, mas sim, os “bandidos no poder”.

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